NÍVEL DE EVIDÊNCIA (página 6): A maior parte dos estudos sobre a OMST foi conduzida pelo próprio grupo de von Ardenne entre 1980 e 1992, com amostras pequenas e, em geral, sem grupo controle ou randomização. Avaliações independentes chegaram a conclusões diferentes: um estudo com 14 pacientes com doença pulmonar crônica não encontrou melhora duradoura da PaO2 [23], e uma revisão do serviço médico do seguro de saúde alemão considerou os métodos alternativos de oxigênio, incluindo a OMST, sem comprovação para as indicações propostas [24]. Em 2001, o órgão alemão responsável pela cobertura do seguro de saúde público analisou os estudos disponíveis e concluiu que o benefício, a necessidade e a relação custo-efetividade da OMST não estavam comprovados, mantendo-a fora da cobertura do sistema público alemão [10]. Não há, até o momento, ensaios clínicos randomizados modernos com o protocolo da OMST.
SEGURANÇA (página 7): A toxicidade pulmonar do oxigênio exige exposição prolongada a pressões parciais acima de 0,5 atmosfera; oxigênio a 100% ao nível do mar é tolerado por cerca de 24 a 48 horas sem dano grave, e as convulsões por oxigênio são um problema praticamente restrito ao ambiente hiperbárico e ao mergulho [27]. Sessões curtas em pressão normal ficam muito abaixo desses limites.
O ambiente enriquecido com oxigênio facilita a combustão. Fumar, inclusive cigarros eletrônicos, é a principal causa de queimaduras durante a oxigenoterapia domiciliar; os cilindros podem explodir em um incêndio, os concentradores não [28].
As substâncias da primeira etapa têm contraindicações próprias, e o dipiridamol é um medicamento de prescrição. O exercício deve ser adequado à condição cardiovascular de cada pessoa.
ATENÇÃO: BLEOMICINA E OUTROS MEDICAMENTOS (página 35): O oxigênio suplementar pode precipitar ou agravar a toxicidade pulmonar da bleomicina [14-17]. Em estudos experimentais, a hiperóxia após a bleomicina provocou lesão pulmonar aguda [16], e os autores de outro estudo recomendam não expor pacientes tratados com bleomicina a oxigênio acima de cerca de 25%, a não ser quando essencial para a vida [17]. A BTS recomenda, na lesão pulmonar por bleomicina, oferecer oxigênio apenas se a saturação cair abaixo de 85%, com alvo de 85-88% [9]. Também há relato de interação do oxigênio com a amiodarona [18]. Pacientes que usam ou já usaram bleomicina, ou que usam amiodarona, só devem fazer a OMST após avaliação do oncologista ou do médico assistente.
PROTOCOLO 1, HIPOTENSÃO (página 42): Este protocolo só deve ser usado por pessoas com coração saudável. Não use este procedimento se você tiver doença cardíaca.
PROTOCOLO 6, PROCEDIMENTO RÁPIDO (página 52): O protocolo é limitado a indivíduos com coração saudável e capazes de se exercitar
Fontes e método
- Livro: Oxygen Multistep Therapy: Physiological and Technical Foundations, Manfred von Ardenne (Georg Thieme Verlag, 1990).
- Protocolos: Health Solutions (dshedu.com), Mark Squibb, 2005-2009.
- Textos traduzidos: Robert Rowen, MD; biografia "Prof. Dr. h.c. mult. Manfred von Ardenne"; Center for Acupuncture and Integrative Medicine (Gene Wei, DOM, AP).
- Sobre os protocolos (página 38): "Estes protocolos têm como base o livro Oxygen Multistep Therapy e foram atualizados. As recomendações farmacêuticas foram substituídas por ervas funcionalmente semelhantes, quando possível."
- Sobre os materiais (página 32): "Este capítulo reúne os materiais e equipamentos citados ao longo deste manual e acrescenta especificações técnicas e o cálculo do consumo de oxigênio, com base em diretrizes, normas e publicações científicas."
- Cada um dos 9 protocolos termina com uma nota técnica que registra as divergências do texto original (entre o resumo e o procedimento, doses diferentes, frases incompletas), sem corrigi-las.
- O e-book traz 68 referências numeradas, nos capítulos "O que é a Oxygen Multistep Therapy (OMST)", "O que envolve a Oxygen Multistep Therapy?" e "Materiais e equipamentos".